sexta-feira, 13 de novembro de 2015
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
IX Mostra A Cidade CRIA, Cenários de Cidadania
Nos
dias 15,16 e 17 de Outubro aconteceu a IX Mostra A Cidade CRIA Cenários de
Cidadania. Este ano de 2015 com uma novidade, as Rodas de Conversa. A noite
ocorreram as apresentações, com os espetáculos Quem me Ensinou a Nadar?, Pra
lá de Tempo e um grupo convidado o Novos Novos com o
espetáculo Diferentes Iguais.
As
Rodas de Conversa foram uma feliz novidade neste nono ano da Mostra, com
temas importantes para o CRIA: A Qualidade da Educação Pública
como um Direito; Identidade Cultural como Elemento de Resistência; Participação
Juvenil e Articulação Comunitária.
Patrícia Moscozo, Educadora do
CRIA, relatou como espectadora a primeira Roda de Conversa “Achei muito interessante,
houve participação maciça dos jovens, as perguntas que os jovens fizeram das
falas foram de bastante qualidade, perguntas pertinentes e que acabou
aprofundando e levando o debate para uma discussão muito legal.”
Esta
primeira Roda que teve como tema A Qualidade da Educação Pública como
um Direito, contou com a presença na mesa da ACEP-
Associação para a Cooperação entre os Povos/Rede Vozes de Nós, na
presença de Maria de Fátima Lonet Delgado; a Campanha
Nacional pelo Direito a Educação de Qualidade com Maria Célia Giudicci;
a Cipó /Rio Vermelho Bairro Escola, na figura de
Fernanda Colaço e Josué Leite; o Instituto
Inspirare representado por Daniela
Silva; a Secretaria Estadual de Educação com Rowenna
Brito/ Coordenadora de Educação Integral e a Professora Camile
Viana Escola Municipal Senhora Santana, o Educando Walisson Santos. Cada
um com seu olhar e ponto de vista, falando sobre o sistema educacional atual,
gerando anseios nos presentes e instigando a se perguntarem como é a
escola que temos e como ela deveria ser.
Fernanda
Silva Arte Educadora do CRIA falou como foi para ela esta Roda: “Foi muito
especial pra mim por ocupar esses dois espaços: como arte educadora e como
aluna, lembrar de todo o meu processo até chegar aqui, ter sido professora na
escola pública Manoel Novais onde eu fui aluna. Minha necessidade é analisar
como eu fui como aluna para estar como arte educadora hoje e saber o que eu não
quero passar como professora para meus alunos”. Durante a Roda, houve também um
momento simbólico, a entrega do PNE – Plano Nacional de Educação, tanto para os
educadores quanto para os jovens que se pronunciaram e falaram do
interesse em se tornarem professores mesmo diante da situação atual da
educação.
Depois
dessa tarde de provocações sobre a educação a programação da IX Mostra seguiu
com os espetáculos e com outras temáticas abordadas nas Rodas: a história dos
Filhos de Gandhy, do Ilê Aiyê, a questão religiosidade versus religião,
empoderamento, gênero... foram temas que trouxeram para pauta um debate rico,
que geraram reflexões como esta do Diretor do Ilê Aiyê Edmilson Lopes no
segundo dia de Roda, com tema Identidade Cultural como Elemento
de Resistência “ O que eu aprendi, só vai fazer efeito quando eu fizer
multiplicar”.
No
último dia a Roda com o tema: Participação Juvenil e Articulação
Comunitária, os convidados contextualizaram as suas histórias de
acordo com o tema, contaram as suas experiências no CRIA e com o CRIA, os
trabalhos que são desenvolvidos nas suas comunidades e também aqueles que
passaram pelo projeto Formação de Jovens Dinamizadores Culturais, trouxeram
a sua bagagem, a aplicabilidade dos aprendizados e as dificuldades encontradas,
gerando assim pauta para o debate entre todos os presentes.
Não
acabou aí, após cada maratona de temas e reflexões teve casa cheia no teatro
todos os dias com a presença expressiva do público, trazendo emoção e beleza,
despertando o interesse pelos debates ao final das apresentações, com a
interação do público com o elenco e convidados.
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Rodas de Conversas e Espetáculos ocupam o Pelourinho na IX Mostra A Cidade CRIA Cenários de Cidadania
O CRIA - Centro de Referência Integral de Adolescente inicia hoje a nona edição da Mostra A Cidade CRIA Cenários de Cidadania. A mostra segue até o dia 17 de outubro com apresentações de espetáculos às 19h, no teatro Sesc Senac Pelourinho e Rodas de Conversas às 15h, na Sociedade Protetora dos Desvalidos. Entrada gratuita.
O destaque dessa nona edição é a programação vespertina com as Rodas de Conversas. Educação, identidade cultural e participação juvenil serão os temas tratados com convidados de Portugal, como representantes da Acep – Associação de Cooperação entre os Povos, secretarias, blocos afros e representação comunitária de Salvador. As Rodas de Conversa acontecem no Cruzeiro de São Francisco (Pelourinho), na Sociedade Protetora dos Desvalidos, sempre às 15h.
Seguindo a programação, o teatro Sesc Senac Pelourinho recebe a apresentação de espetáculos e quem abre a cortina no primeiro dia, 15/10, é o grupo convidado da companhia “Novos Novos” com o espetáculo Diferentes Iguais. No dia 16/10, quem se apresenta é o grupo do CRIA Iyá de Erê, com o espetáculo Quem me Ensinou a Nadar? Para finalizar, dia 17/10, o grupo Chame Gente entra em cena, com o espetáculo Pra lá de Tempo
Romilson Freitas, Arte Educador da Equipe Multidisciplinar do CRIA, conta que, “a Mostra é o momento de revelar os meninos para a cidade, com uma perspectiva muito mais positiva. E o CRIA tem essa preocupação, mostrar a beleza que nós somos, nós temos e que às vezes a sociedade não reconhece.” A IX Mostra A Cidade CRIA Cenários de Cidadania conta com o apoio da CESE, Secretaria do Estado da Bahia e Associação de Cooperação entre os Povos.
PROGRAMAÇÃO
Dia 15/10 (Quinta-feira)- 15h
Tema: A Qualidade da Educação Pública Como Direito
15/10 (Quinta-feira) 19H
Grupo Convidado Novos Novos - Diferentes Iguais
Nos bastidores de um circo imaginário - que simboliza o mundo, vão se desenrolando acontecimentos que buscam explicitar a atual condição humana. Em meio a equilibristas, palhaços e atiradores de facas, desenrolam-se histórias que questionam a imposição da “verdade” pelo mais forte e nos levam a ponderar sobre os grandes atos de intolerância da humanidade.
Dia 16/10 (Sexta-feira)-15h
Tema: A Identidade Cultural como Elemento de Resistência
16/10 (Sexta-feira) 19H
Grupo Iyá de Erê - Quem me Ensinou a Nadar?
O espetáculo fala de uma história que se passa no pelourinho, onde mulheres guerreiras fiam um destino que começou há muitos anos. Numa época em que os negros tornaram-se malungos (irmãos) no navio negreiro, e chegaram aqui para trabalhar na construção da cidade. A narrativa continua na luta do dia-a-dia, das mães que criam seus filhos com imensa dificuldade, e na brincadeira dos meninos e meninas que inventam mundos.
Dia 17/10 (sábado)-15h
Tema: Participação Juvenil e Articulação Comunitária
17/10 (sábado) 19H
Grupo Chame Gente - Pra lá de Tempo
As diferentes lutas diárias vividas por jovens, residentes nas comunidades populares de Salvador, provocam inquietudes, geradoras de atitudes coletivas frente a crescente onda de extermínio da juventude negra, ao passo que traz para a cena atual a necessidade da discussão contínua sobre o direito maior, o de viver. Pra Lá de Tempo é um convite à luta pelo fim de um ciclo de violações e ausências, que há muito vem contribuindo para o encarceramento dos nossos jovens.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Ato Político-Cultural sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
No dia 24 de Setembro, aconteceu na Praça Castro Alves um
ato de mobilização em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS),
organizado pela ABONG (Associação Brasileira de ONGs) e pelo Coletivo Baiano do
Fórum Social Mundial e mais de 30 organizações. Esta ação aconteceu em diversas
cidades do mundo neste mesmo dia.
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável substituem
os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, lançados pela ONU em 2000, cuja
vigência expira no final de 2015. Os novos ODS tratam de grandes problemáticas
da sociedade: pobreza, desigualdades; segurança alimentar; água e saneamento; educação
inclusiva; igualdade de gênero; mudanças climáticas; etc.
Esta mobilização em Salvador, foi para discutir esses
objetivos de desenvolvimento sustentável a partir do nosso olhar, das nossas
reivindicações e o CRIA estava presente promovendo anteriormente oficinas com
os jovens, para debater os ODS, relaciona-los com a realidade local e confeccionarem velas em garrafas recicláveis simbolizando a iluminação para os caminhos futuros, trazendo esperanças para todos. O resultado desta oficina foi apresentado no dia 24.
Patricia Moscozo, educadora do CRIA, relatou essa experiência com os
jovens nesta tarde, “A participação dos jovens foi essencial, porque deu um tom para mostrar o que a juventude quer para o futuro e para mostrar a nossa
bandeira, acreditamos que através da cultura e da arte podemos melhorar todos
os espaços de educação e que os jovens podem cada vez mais se expressarem artisticamente
e que são capazes de se engajarem em ações como essas”.
Alex, da Assessoria de Comunicação da Vida Brasil também deu
seu depoimento sobre este ato de mobilização, “Acreditamos como objetivo principal
que o Governo pratique (os objetivos) para que a gente consiga uma sociedade com
desenvolvimento sustentável de fato, uma sociedade inclusiva e os com os
direitos humanos respeitados”.
Participaram
da organização do ato: ADOCCI, Apalba, Afoxé Bamboxê, Associação Manuel
Faustino, Cooperativa Sonhos Possíveis, Conam, Conen, Coletivo Bahia 21, CESE, CRIA,
CTB, ICS, Instituto Palmares, FABS, Fetim, Germen, UBM, Unegro e Vida Brasil,
além de representantes de comunidades tradicionais e do movimento de pessoa com
deficiência de Feira de Santana.
CORRA, 2 ANOS DE ATUAÇÃO.
Em
comemoração aos dois anos de atuação do Corra, a Secretaria de Justiça,
Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), o CRIA e a equipe do
Projeto Corra para o abraço, realizaram quinta-feira, 24 de setembro, uma
atividade cultural na Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho.
É um projeto que foi para rua efetivamente no dia 24 de Setembro
de 2013 e que tem acontecido de acordo com as demandas da população em situação
de rua. Começou com uma equipe menor e foi crescendo e ganhando mais força no
decorrer desses dois anos.
O CORRA convidou alguns representantes de outras redes que
também trabalham com essa população usuária ou não de substâncias psicoativas,
a maioria delas que vivem nas ruas ou nas mediações, em povoados que ficam aos
redores de onde o corra atua, mais precisamente no campo Aquidabã e Praça das
mãos.
Em clima de comemoração e muita alegria estavam presentes além dos moradores de rua, a equipe do projeto, parceiros, representantes do
Projeto Axé, de alguns caps, amigos, todos com o intuito de proporcionar um
momento de confraternização para essas pessoas.
O morador de rua, O senhor Josué de Jesus de 52 anos, falou a importância
que o Projeto tem na sua vida, como pessoa em situação de rua "para mim é muito
legal, me tira de estar ocioso por ai. Trabalhar com população de rua não é
fácil, tem que ter muita paciência, carinho, chegar junto e isso eles fazem. Me
sinto muito feliz e acolhido por eles. O Corra tenta nos incluir, esse evento é
uma prova disso. Eles não tem nojinho da Maloka, são desprovidos de preconceito.
”
O evento teve a apresentação do Quinteto de Sopros da Orquestra NEOJIBÁ, a apresentação da Orquestra Cênica de Rua que são dos
moradores de rua e a instalação do painel: Corra dois anos de rua.
Assinar:
Postagens
(
Atom
)













