sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Jovens do CRIA marcam presença no Dia da Consciência Negra

Os jovens do grupo Chame Gente, do CRIA, marcaram presença no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, em Salvador. Eles participaram da XXXV MACHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ZUMBI DOS PALMARES, que saiu do Campo Grande até a Praça Municipal. O dia 20 de novembro homenageia Zumbi, símbolo da resistência negra no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas. Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Heróis da Pátria.








segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Arte de ver Cidades chega a Boa Vista do Tupim

O grupo Iyá de Erê fará seis apresentações do espetáculo Quem me ensinou a nadar?, nos próximos dias 19 e 20 de novembro, em Boa Vista do Tupim. As sessões serão às 10h, 16h e 19h, na Câmara Municipal, com entrada gratuita.

Paralelo às apresentações, serão oferecidas duas oficinas para profissionais que integram a rede de proteção local a criança e ao adolescente que abordarão temas como Tráfico de seres humanos e Exploração sexual infanto-juvenil.

É o CRIA mais uma vez levando o projeto A Arte de ver Cidades – ArticulAção pelo enfrentamento à violência contra a população infanto-juvenil, que tem o objetivo de fortalecer a rede de proteção local a criança e ao adolescente e disseminar informações para o enfrentamento ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Quintal das Crianças de São Gabriel permanece ativo desde 2009


Um espaço público para brincar e provocar o poder público local a pensar políticas para a infância com a participação efetiva da comunidade na concepção e gestão compartilhada deste espaço. Assim, foi implantado, no ano de 2009, o Quintal das Crianças de São Gabriel, que valoriza a importância da cultura da infância na perspectiva da garantia dos seus direitos, ressaltando um dos mais fundamentais, o direito à brincar.

Em outubro de 2014, o CRIA visitou o Quintal das Crianças, no intuito de perceber como esta iniciativa da Rede Ser-tão estava sendo utilizada e gerida. Para tanto, a Fundação Culturarte, gerida por Márcio Gonçalves de Araújo (Marcinho), mobilizou a comunidade e escolas que utilizam o Quintal. A visita ocorreu em paralelo à realização do projeto A Arte de ver Cidades, visando a mobilização e formação de jovens e agentes de promoção de direitos para o enfrentamento à violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Uma reunião aconteceu na Escola José Antonio da Rocha, onde a equipe do CRIA foi recebida pela diretora e equipe de professores da escola, além de representantes da comunidade e de 60 crianças das 2ª, 3ª e 4ª séries da educação infantil.
A representante do CRIA, Eleonora Rabêllo, da Coordenação Geral, apresentou o porquê da conversa com ajuda de imagens do vídeo “Tecendo e Trançando Quintais”, um breve histórico de como tudo começou. As crianças vibravam com as imagens, identificando as pessoas, em especial o professor Marcinho que hoje atua no programa Mais Educação nesta escola, coordenando um lindo trabalho de horta e jardinagem.

“Está bem, está lindo, mais precisa de cuidados, nós gostamos de ir lá, o quintal é bom”, disse uma das crianças sobre como está o quintal. Vocês vão ao quintal? O que fazem lá? “Vamos!!!", respondeu outra. "Lá a gente brinca de corre-corre, de pega-pega, jogamos capoeira, cantamos, brincamos de roda, subimos na árvore, corremos muito, jogamos bola...”.



Neste momento, a sala se transformou em um “palco” de pequenas apresentações. A cada coisa dita do que se fazia no quintal, as crianças levantavam e demonstravam cantando, dançando. Este momento foi revelador do trabalho que as professoras fazem na escola, ensinando músicas de rodas, danças como o frevo, valorizando a cultura da infância, a cultura popular.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

São Gabriel recebe projeto A Arte de ver Cidades

Câmara Municipal de São Gabriel
Nos dias 24 e 25 de outubro,  o espetáculo Quem me ensinou a nadar? foi apresentado para a comunidade do município de São Gabriel, a 478 km de Salvador.  

Cerca de 1.200 pessoas, entre alunos e professores das escolas Professora Clarice Nunes da Gama, Faustiniano Ribeiro Lopes e Rosimiro de Abreu, além da comunidade em geral, compareceram em peso aos dois dias de apresentações que aconteceram na Câmara de Vereadores e na escola Professora Clarice Nunes da Gama.
 
Escola Professora Clarice Nunes da Gama
A ação faz parte do projeto A Arte de ver Cidades – ArticulAção pelo enfrentamento à violência contra a população infanto-juvenil, realizado pelo CRIA. O objetivo do projeto é fortalecer a rede de proteção local a criança e ao adolescente, assim como disseminar informações para o enfrentamento a violência sexual contra crianças e adolescentes e ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.   
 
Também foram oferecidas duas oficinas que abordaram temas como Tráfico de seres humanos e Exploração sexual infanto-juvenil: uma para conselheiros tutelares, diretores e coordenadores pedagógicos da rede fundamental e professores, e outra para agentes comunitários de saúde. As atividades foram ministradas por André Araújo, pedagogo, arte-educador e coordenador de equipe multidisciplinar do CRIA. As oficinas tiveram a participação de 43 pessoas, dentre coordenadores pedagógico, diretores, professores, conselheiros tutelares, jovens educandos do CRAS, assistentes sociais, psicólogos e advogados.
Oficina sobre enfrentamento à violência sexual

Em 2013, o projeto passou pelas cidades de Jequié e Vitória da Conquista, e depois de São Gabriel, será a vez de Boa Vista do Tupim receber o projeto, nos dias 18 e 19 de novembro. A iniciativa tem o patrocínio da União Europeia, Pão para o Mundo e Johnson & Johnson. Conta com a parceria da COSPE - Cooperação para o Desenvolvimento dos Países Emergentes e CEDECA - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente Yves de Roussan, além dos parceiros locais: Prefeitura Municipal de são Gabriel - Secretaria Municipal de Educação de são Gabriel e Rede Ser-tão Brasil

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Circuito Comunitário 2014 leva espetáculos para bairros de Salvador

Chama Gente apresenta Pra lá de tempo em escola na comunidade Marechal Rodon
O CRIA segue a todo vapor com o Circuito Comunitário, ação que leva apresentações dos espetáculos Quem me ensinou a nadar? e Pra lá de tempo para espaços dentro das comunidades de Salvador, como escolas, associações, teatros e sedes de projetos sociais. A edição 2014, iniciada em abril com duas apresentações no Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho, foi retomada no mês de outubro e já passou pelos bairros São Tomé de Paripe, Ribeira, Marechal Rondon e Canabrava. 

Na última quarta-feira, 29.10, foi a vez dos alunos da Escola Estadual Artur de Sales, em Marechal Rodon, receberem a apresentação do espetáculo Pra lá de tempo, do grupo Chame Gente. A iniciativa de levar a peça foi da estudante da escola Luciana Reis, jovem dinamizadora do CRIA. Para ela, a montagem fala de assuntos que tem a ver com a realidade dos alunos. "A minha escola tem grêmio, na comunidade está tendo extermínio da juventude negra e muitas outras coisas que estão de acordo com a peça", afirma Luciana.

Prá lá de tempo fala das realidades do dia a dia vividas nas comunidades e que provocam manifestações de rua que ligam a juventude de ontem e de hoje numa luta contínua pelos seus direitos. Mas, assim como o espetáculo, o dia a dia da escola também tem aspectos positivos, como sarau e música, de acordo com a jovem. "O circuito comunitário é muito legal porque os professores gostam de teatro e podem assistir a peça aqui".

O professor de arte-educação Dionei Santos Reis elogiou bastante o conteúdo e o desempenho do grupo. "O texto é maravilhoso, muito bem escrito. Fiquei impressionado com a interpretação e a emoção que foi passada. Nada melhor do que jovens pra falar de temas do universo dos próprios jovens", afirma o professor.

A aluna da escola, Aiana, 16, disse que se identificou com um dos temas tratados na peça, o do preconceito racial. "Aqui na escola eu estava fazendo um trabalho sobre racismo e sobre a diferença na forma que as pessoas tratam brancos e negros, por isso me identifiquei", disse a aluna. O Circuito Comunitário prossegue até o início de dezembro.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Emoção toma conta de Roda de Conversa com Arte-educadores

  

A tarde do dia 20 de setembro ficará para sempre na memória dos jovens e adolescentes do CRIA que estiveram presentes à Roda de Conversa: Arte-Educação e Projeto de Vida. O encontro foi realizado na Casa XIV do Teatro XVIII, no Pelourinho, no último dia (20.09) do III Festival de Arte-Educação A Cidade CRIA Cenários de Cidadania, e contou com mediação do professor da Faculdade de Educação da Ufba, Roberto Rabêllo. 

Os ex-integrantes dos grupos artísticos do CRIA e hoje arte-educadores Sergio Bahialista, Nilton Lopes, Antonia Elita Santos, Ronald Alagan e Jedjane Mirtes contaram um pouco das suas histórias com a instituição e como essa experiência foi determinante para suas vidas!

Em um bate-papo descontraído, os convidados descreveram um pouco dessa relação de amor com o CRIA e a contribuição da arte no desenvolvimento de suas vidas, através de seus projetos!

Para o arte-educador do CRIA, Romilson Freire, diretor do espetáculo Prá de tempo, do grupo Chame Gente, é importante ver os jovens ouvindo as pessoas e como essa arte impactou na vida delas. “Ver esses meninos novinhos ouvindo aquele debate e prestando atenção, isso tem um significado para a vivência deles. O jovem daquele momento não é o jovem do hoje. Essa é uma questão que aos poucos tem chegado para gente no CRIA. É uma questão para pensarmos em nos adaptar a esse novo formato, porque a cidade vai mudando, então é importante ver esses meninos parando pra ouvir e eu também estar ali junto com eles na condição de arte-educador”. Ele completa filosofando. “O que aconteceu naquela tarde, ou você vive, ou não tem outra maneira de participar daquilo”.

Conheça um pouco da história de quem é cria do CRIA e hoje está irradiando essa experiência!

Antonia Elita


"Sou Antonia Elita Santos moradora do bairro de Sussuarana. Há 33 anos, comecei minha luta na comunidade quando vim morar aqui, onde não tinha água, energia e transporte. Comecei a participar da associação de moradores logo depois fundamos a Associação de Mulheres de Sussuarana para reivindicarmos melhorias para o bairro. Alguns anos depois, fundamos o centro de pastoral afro Heitor Frisoti, no qual trabalhei como secretária.

Nesse período, foi quando conheci o CRIA através de uma amiga, Maria Joscelia. As filhas dela já participavam mais e ela achava que o CRIA tinha a minha cara e acertou. Foi quando minha filha Danubia se inscreveu e passou na seleção e começou a participar da Tribo do Teatro. Algum tempo depois, teve seleção para um grupo novo do CRIA, Abe be omi. Fiz a seleção, passei e aí começou uma transformação na minha vida pessoal e social.

Foi um aprendizado muito grande, vivi momentos maravilhosos onde nunca pensei que pudesse atuar como atriz dinamizadora com toda essa formação. Mais uma vez com o incentivo do CRIA me inscrevi para ser conselheira tutelar onde fiquei por um período de oito anos que sempre foi e é uma das bandeiras do CRIA atuar em defesa das crianças e adolescentes.

Hoje, trabalho na Fundac como socioeducadora com adolescentes em conflito com a lei. No momento, estou fazendo faculdade de serviço social. Assim, o CRIA para mim é uma referência de vida. Uma vez CRIA, sempre CRIA. É uma instituição que muda o seu jeito de ser, de agir. Eu sempre falo: uma das minhas escolas de vida é o cria. Se for falar o que já fizemos aqui em nosso bairro e fora também junto com o CRIA... me ensinou muito a ser essa mulher forte e batalhadora. Por aí, passou minha filha, muitos jovens e adolescentes daqui da comunidade, minha neta, que hoje são sujeitos de transformação desta sociedade."

Jedjane Mirtes





Atual rainha do bloco afro Malê de Balê e segundo lugar do concurso Deusa do Ébano 2014 do Ilê Aiyê representando o Pelourinho, a arte-educadora, dançarina, coreógrafa e dançarina Jedjane Mirtes entrou no CRIA aos 17. Fez parte, como jovem atriz, dos grupos Tribo do Teatro, CRIA Poesia - este também como diretora -, além de espetáculos coletivos. Foi monitora de dança, depois coreógrafa dos grupos. Pelo CRIA, conheceu outros lugares fora do país, a exemplo da Alemanha e Portugal. Formou-se em técnica em dança pela Escola de Dança da Funceb, em 2001, e em Educação Física, em 2008. Mais tarde, cursou pós-graduação em Arte-Educação nas Faculdades Olga Mettig.



Até o início de 2014, atuava como educadora do projeto Corra pra o Abraço, parceria do CRIA com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Estado da Bahia, através do programa Pacto pela Vida. E além do seu reinado no Malê, Jedjane, hoje com 33 anos, atua como arte-educadora nas comunidades de Pernambués e Saramandaia, através do Instituto JCPM de Compromisso Social. E não para por aí. Ela também assina coreografias para a ONG Bumbá - Escola de Formação Artística e a Cia de Dança Jorge Lima e Chagas.

Niltom Lopes
  
Coordenador do núcleo de incidência da CIPÓ - Comunicação Interativa e sócio-fundador do coletivo de assessoria Crioula - Comunicação, Cultura e Mobilização Social.   

Jornalista, formado pela Facom, pós- graduado em artes visuais no Senac e Democracia Participativa, República e Movimentos Sociais pela UFMG. 
Atualmente, é mestrando no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade. 

No CRIA, fez parte do grupo Com Arte Sem AIDS, de 1999 a 2001. Depois, integrou o grupo Mais de Mil, em 2002 e 2003, e atuou como monitor, assistente e orientador do núcleo de comunicação, de 2003 a 2007.

Ronald Alagan



Entrou no CRIA aos catorze anos e durante cinco, participou dos grupos Mais de Mil, com as montagens Escola falta mais o que? e Quanto custa?, além do grupo Pais e Filhos, com o espetáculo Diálogos. Nesse tempo, desenvolveu na sua comunidade, em Paripe, o primeiro espetáculo, Quem somos nós? que falava da violência e das rixas que existiam na própria comunidade.

Com o grupo Obás de Yoyó, construiu o espetáculo Respeitem os mais velhos, que abordava o direito de brincar, a divindade e o sagrado, não como orixá, mas como pessoa. Realizou algumas feiras comunitárias, como Arte para a comunidade, que reunia dança, música, capoeira, hip hop, tudo feito dentro da própria comunidade. E para dar conta de tanta coisa, surgiu a necessidade de criar um evento, então, criou o Primeiro Encontro Adupé Saudações Nossos Mestres, que teve uma ‘pegada de agradecimento’. “Eu não comecei a arte na minha comunidade. Eu fui impulsionado. O que minha avó fez ensinou ao meu pai, que ensinou a minha irmã, que ensinou a mim. As pessoas da minha comunidade são referência que a gente nomeia de Mestres”.

Para ele, quem entra no CRIA nunca sai, porque a ong utiliza a arte como transformação do cidadão. “A metodologia trabalha o ser humano e trabalha a educação que temos, a que queremos e que precisamos. Eu aprendi a ser educador popular, a ter um dever de reproduzir isso para nossas comunidades. Eu queria ser ator, mas eu sou ator educando-me e educando outro”. E cita experiências que o ajudaram em sua formação: conheceu o barro nos encontros do Ser-tão Brasil e aprendeu a reverenciar a delicadeza disso, foi a Londres onde participou de worskshop no Southbank Center, passou por Madri e Portugal. “Sem o CRIA, eu sozinho seria só um corpo”, afirma. E depois de tudo isso, ainda diz que precisa ingressar na universidade para cursar o bacharelado em direção.

Ronald diz estar se reconstruindo, depois da perda recente da mãe. “Porque a gente precisa de pernas pra andar. Mas, estou tranquilo, por ser cria do CRIA e de ter parido outras crias também”.
  

Sergio Bahialista

"Hoje, sou um homem especial nessa vida graças a esses 11 anos muito bem vividos no CRIA. Feliz por ver esse belo lugar completar 20 anos de existência, de semeação de muitos sonhos e sementes de uma nova humanidade."

Sérgio é Mestre em Educação e Contemporaneidade pelo Programa de Pós Graduação em Educação e Contemporaneidade - PPGEduc - da UNEB. Possui especialização em Psicopedagogia Escolar e Clínica  e graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia. Atualmente é Professor e Coordenador Pedagógico da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC - Salvador/BA; pesquisador do PRODESE - Programa Descolonização e Educação CNPQ/UNEB; músico e cordelista. É um dos autores do livro "Descolonização e Educação: diálogos e proposições metodológicas";, organizado pela Prof. Drª Narcimária Correia do Patrocínio Luz.


"Em 1996, o CRIA foi no Colégio Estadual Governador Roberto Santos com o espetáculo Escola falta mais o quê? . Belíssimo! Após o espetáculo, Carla Lopes divulgou a seleção para jovem ator multiplicador para a Tribo do Teatro, que encenava o espetáculo Quem Descobriu o Amor?. Fiz o processo de identificação e fui aprovado.

A partir daí, um divisor de águas na minha vida nunca mais parou de passar. Fiz parte dos grupos de teatro, poesia e equipe profissional do CRIA de 1996 a 2007. Isso mesmo! Foram 11 anos da minha vida CRIAndo e plantando muita arte-educação pela vida, aprendendo a ser mais gente e gerando uma nova Tribo Humana. Fiz parte da Tribo do Teatro, Com Arte Sem Aids, CRIA Poesia, Espetáculo Liberdade da Bahia, além integrar o Núcleo de Produção Cultural e o Núcleo das Artes do CRIA durante esses anos, desde monitor até Orientador Artistico-Pedagógico. Fiz parte do MIAC e da Rede Ser-tão Brasil também. Lindos coletivos e incríveis forças de mobilização social através da arte. E com beleza toda em torno de mim, eu ande. É findo em beleza!"