terça-feira, 14 de julho de 2009

Jovens do CRIA propõem Experiência Multimídia

Que sons compõem o Centro Histórico de Salvador? Instigados em descobrir a resposta para esta pergunta, adolescentes e jovens do CRIA compuseram "Paisagens Sonoras", áudio que traduz artisticamente a forma como ouvem o bairro do Pelourinho. O produto será apresentado na tarde da próxima sexta, 17 de julho, no ELE - Encontro de Linguagem e Expressão, e conta com a presença profº de educação indígena e etnomusicólogo Ricardo Pamfilio.

O Encontro de Linguagem e Expressão é um espaço de estímulo ao hábito e ao prazer de ler e de experimentações artísticas usando as tecnologias de comunicação. Em 2009, o ELE passa a contar com a parceria do IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural, que cede espaço para a realização das rodas de conversa e escrita e acolhe a Biblioteca Zeca de Magalhães do CRIA, integrando-a à Biblioteca Manoel Querino do IPAC, potencializando assim uma política de formação de leitores desenvolvida pelo CRIA.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

CRIA em contagem regressiva


A 5a. edição da temporada A Cidade CRIA Cenários de Cidadania já tem data para acontecer. Este ano, a mostra de arte-educação promovida pelo Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA) acontece de terça a sábado, entre os dias 25 de agosto a 05 de setembro, sempre às 19h. O palco será o do Teatro Sesc-Senac Pelourinho (Largo do Pelourinho). Os ingressos, a preços populares, custarão R$ 2 (preço único).

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sugestão de Leitura: Um homem chamado Moisés

por Robson Poeta du Rap



Imagino que cada objeto aqui da biblioteca, no mínimo muitos deles, podem ser percebidos como novidade. Basta que o olhar não envelheça.

Eu, apesar de ser o “cuidador” do acervo, confesso que ainda nem conheço tudo que tem aqui; lógico que tudo que tem aqui, na maioria livros, algumas revistas, poucos DVDs... tudo passa por minha mão; mas não li, nem assisti tudo. É a condição de não saber, de não conhecer que me deixa mais ainda instigado. É de objetos não identificados que nascem os mistérios. É da condição de não saber que me surge a vontade de me aproximar; de “mexer no que não é da minha conta”.

O mundo me cobra certezas; certezas sobre quem sou, porque sou; certezas do que gosto, porque não gosto. O certo é que deixo que o encontro com os livros aconteça assim “sem certezas”. Meu gosto, meu paladar, os caminhos por onde se constrói meu olhar... é tudo coisa que acontece por impulso; coisa “de momento”. Já aconteceu de eu sair pra festas já com o pensamento pronto: sair pra arrumar paquera; sair pra encher a cara; e não tenho boas lembranças dessas experiências de objetivação do destino. As melhores paqueras – os beijos mais gostosos, as mais intensas e proveitosas conversas... as paixonites e as paixões de arrasar – me aconteceram sem mandar aviso, sem hora marcada; é assim: a felicidade acontece por fora da pauta.

É certo que sem um mínimo de certeza não se existe; sem a certeza de que “eu sou eu” não seria possível que “eu” estivesse produzindo este texto. Tenho certeza que, assim como se dedica tempo pro namoro, pras obrigações de trabalho, pra prática de esporte, faz bem pra saúde - também – “se esconder da correria do mundo” pra ler alguma coisa que nos enche os olhos e a curiosidade.

Uma vez - num desses momentos que a gente tem que fazer uma coisa e acaba fazendo outra – estava com algumas pilhas de livros pra catalogar, e como gosto de ler uns trechos dos livros que estou catalogando, me encontrei com um livro, de literatura infanto-juvenil, e não consegui parar de ler. Tinha que deixar a leitura pra depois, já que é minha obrigação catalogar os livros; mas não consegui. Caí numa contação de história muito gostosa de ser lida, que mistura ficção com riquíssimas informações da História Oficial; o livro se chama “Um menino chamado Moisés”, do Moacyr Scliar. É sobre a história dos judeus, da história de Moisés; e o mais importante: o escritor cria o Moisés dele; conta a história da infância de Moisés. Acabei que me diverti, dei risadas e em outros momentos fiquei cheio de ansiedade pra saber o que ia acontecer. Foi como se eu estivesse “estudando e brincando”, ali, só eu e o fantasma de quem escreveu o livro.

Indico pra crianças, adolescentes e também pra quem já tá pra lá da adolescência.


Livro: Um menino chamado Moisés
Autor do texto: Moacyr Scliar
Autor das ilustrações: Antonio Andrade
Editora: Ática

sexta-feira, 19 de junho de 2009

CRIA e IPAC formalizam parceria

Mobilizar e estimular o prazer pela leitura e pela pesquisa nos adolescentes e jovens que participam diretamente do CRIA - esse é um dos objetivos da parceria estabelecida entre o CRIA e o Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (IPAC) no último dia 18. O termo de cooperação técnica assinado pelas duas entidades prevê a utilização da biblioteca Manuel Querino, do IPAC, para a promoção de rodas de conversa, leitura e escrita sobre cultura, história e patrimônio, entre outros temas. A programação será fixa com mais de 15 atividades permanentes.

Com a parceria, os 140 adolescentes e jovens do CRIA passarão a ter acesso também ao acervo da Manuel Querino - um acervo de 13 mil exemplares de livros, 300 títulos de periódicos, recortes de jornais e monografias com assuntos ligados às áreas de patrimônio, cultura e do Centro Histórico de Salvador. O espaço também está equipado com terminais de computadores com acesso a Internet, nos quais os usuários podem fazer pesquisas e consultas.

O CRIA mantém, desde julho de 2007, a Biblioteca Zeca de Magalhães, espaço em que desenvolve seus projetos de estímulo ao hábito da leitura. Ela leva o nome do poeta de rua e ex-coordenador institucional do CRIA e do Grupo CRIAPoesia, falecido em 2007, e atende 100 crianças, adolescentes e adultos que integram os grupos artísticos do CRIA, além de jovens de 24 comunidades de Salvador.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Direitos da Mulher em "Em Cantos de Mulher"

O livro Em Cantos de Mulher faz uma retrospectiva das bandeiras e conquistas das mulheres no Brasil e no mundo, desde a conquista do voto até a Lei Maria da Penha, passando pela invenção da pílula anticoncepcional e pelas discussões a respeito da saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

Todo este conteúdo é permeado por poemas de autoria de jovens mulheres do CRIA, que registram em versos sua descoberta do que é ser mulher. Trechos e fotografias de espetáculos teatrais do CRIA, que abordam a questão feminina, também integram o livro.
Uma discussão sobre as formas de violência contra a mulher, uma relação dos encontros e conferências sobre direitos das mulheres e uma lista com telefones e endereços onde é possível denunciar a violência contra a mulher.

Apesar da densidade do assunto, o livro o aborda com a leveza de belas imagens e de versos ao mesmo tempo, bem-humorados e emocionantes. Um cordel dedicado a Maria da Penha, a mulher que dá nome à lei de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher, e histórias da mitologia africana são algumas das referências culturais adotadas.