terça-feira, 29 de julho de 2008

Ensaios Abertos do CRIA

Os Ensaios Abertos de cinco dos sete espetáculos que compõem o repertório institucional acontecem a partir de 30 de julho na sede do CRIA (Pelourinho). Nesse momento, o público pode saber mais da metodologia de arte-educação do CRIA e opinar sobre o processo formativo dos grupos que estréiam na Mostra de Artes Cênicas A Cidade CRIA Cenários de Cidadania, em agosto.

Confira a programação dos Ensaios Abertos:

30.07, 10h – Silêncios Sentidos, Grupo Abebé Omi
30.07, 15h - Quanto Custa?, Grupo Mais de Mil
31.07, 15h – CRIAPoesia – recital poético
01.08, 10h - Quem somos nós?, Pessoa Comum
02.08, 15h – Diálogos, Pais e Filhos

O grupo Tribo do Teatro realizou seu ensaio aberto em 01 de julho em virtude da viagem do grupo à Tribo Coroa Vermelha em Porto Seguro. Saiba mais!

IV Ciclo de Debates sobre Políticas Culturais: Políticas Culturais para as Cidades

Maria Eugênia Milet, coordenadora geral do CRIA participa da mesa Diversidade e Culturas Urbanas, no dia 14 de agosto, às 18h30. Ela vai apresentar a experiência de mobilização com arte, liderada pelos jovens dinamizadores culturais ligados ao CRIA, em 17 bairros de Salvador.

De 11 a 14 de agosto, acontecem cinco mesas-redondas nas temáticas: A cidade como Fenômeno Cultural na Contemporaneidade; Cidade e Patrimônios Culturais; Políticas Culturais para as Cidades; Políticas Urbanas e Cultura; e Diversidade e Culturas Urbanas.

O IV Ciclo é aberto ao público, com inscrições gratuitas através de formulário no site do CULT e emissão de certificado, a ser entregue após o evento. Informações podem ser obtidas através dos telefones 3283-6198 (CULT) e 3117-6190 (CEC).

O ciclo é promovido pelo Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT) e o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA), em parceria com o Conselho Estadual de Cultura (CEC) e a Associação de Professores Universitários da Bahia (APUB).

Programação:

Dia 11 de agosto de 2008
A Cidade como Fenômeno Cultural na Contemporaneidade
Ana Fernandes (Conselho Estadual de Cultura)
Ângelo Serpa (UFBA)
Leonardo Boccia (PÓS-CULTURA - UFBA)
Ubiratan Castro (Fundação Pedro Calmon)
*dois outros nomes ainda serão confirmados

Dia 12 de agosto de 2008
Cidade e Patrimônio Cultural
Eugênio Lins (UFBA)
Frederico Mendonça (IPAC)
Pasqualino Magnavita (Conselho Estadual de Cultura)
Valdina Pinto (Conselho Estadual de Cultura)
*dois outros nomes ainda serão confirmados

Dia 13 de agosto de 2008 (tarde)
Políticas Culturais para as Cidades
Antonio Albino Canelas Rubim (UFBA – Conselho Estadual de Cultura)
Paulo Costa Lima (UFBA – FGM – CEC)
Paulo Miguez (UFRB)
Paulo Ormindo David de Azevedo (IAB)
*dois outros nomes ainda serão confirmados

Políticas Urbanas e Cultura
Gey Espinheira (UFBA)
Lia Robatto (Conselho Estadual de Cultura)
Paulo Henrique de Almeida (SECULT)
*três outros nomes ainda serão confirmados

Dia 14 de agosto de 2008
Diversidade e Culturas Urbanas
Ana Célia (UNEB)
Antonio Jorge Victor dos Santos Godi (UEFS)
Eneida Leal Cunha (UFBA) – a confirmar
José Carlos Capinam (Conselho Estadual de Cultura) – a confirmar
Maria Eugênia Milet (CRIA)
Paola Jacques (UFBA)

O que é ser profissional?

Em agosto, a 44ª edição da Revista Viração tem participação do Ateliê de Artes Multimídia do CRIA. Ailton Marques, jovem monitor de rádio, topou fazer uma entrevista para a sessão VIRA VIROU. Ele traz uma inquietação: para ser profissional tem que cursar a universidade e ter diploma?

O entrevistado escolhido foi o poeta e arte-educador James Martins, que apresenta um programa na rádio Metrópole de Salvador. “Não escolhi trabalhar com jornalismo, o jornalismo me escolheu!”, responde James à provocação.

VIRA VIROU propõe ao jovem que ele faça uma entrevista com algum profissional e observe um pouco da sua atuação. É legal que seja uma área na qual ele se identifique e até pense em seguir no futuro. Desse encontro são produzidos dois textos livres falando como foi o bate-papo: um do jovem e outro do profissional.

Para Ailton, que tem 20 anos, produzir a matéria foi interessante para refletir sobre trabalho e profissão. Essa é a idéia da Revista Viração, feita por jovens de 18 Estados do Brasil. Eles questionam a realidade e circulam suas reflexões através da Revista. Conheça a Viração: acesse
www.revistaviracao.com.br

Arte pelo Desenvolvimento Sustentável

Já estão circulando pela Bacia do Goitá, em Pernambuco os 5 espetáculos que resultaram da assessoria em arte-educação do CRIA para o projeto Sanfona Cultural da Geração Futuro, ONG liderada por jovens da região.

O Sanfona Cultural chega aos municípios Chã de Alegria, Feira Nova, Glória do Goitá, Lagoa de Itaenga e Pombos. São 5 espetáculos que tratam de questões da realidade social, como a exploração do trabalho infantil, e buscam reconhecer e revelar manifestações culturais da Zona da Mata, como as cirandas e os maracatus.

Através de reflexões sobre o fazer e recriar da ação cultural, o projeto pretende facilitar o desenvolvimento local de cinco municípios da região, assolados pelo descaso e a violência contra o meio ambiente.

A mobilização começou com o evento Ouve a Voz da Arte que marcou as estréias dos grupos.

Como desdobramento dessa mobilização através do teatro, desenvolvida a partir da metodologia do CRIA, os jovens idealizadores da Geração Futuro estão fomentando uma rede entre os municípios, com eixo na arte e cultura.

“O teatro realizado pelo CRIA passa a ter acento Pernambucano, nos gestos, sotaque, nas interpretações, nos textos. Essa assessoria é marcada por um bem-querer enorme que tem beneficiado muito o CRIA por vias de aprendizado e intercâmbio de conhecimentos”, ressalta Maria Eugênia Milet, fundadora e coordenadora geral do CRIA.

A ação compõe o projeto que também conta com a parceria do Serviço de Tecnologia Alternativa – SERTA, e apoio da Fundação Kellogg e Itaú Social.

Processo - No primeiro semestre de 2008, Maria Eugênia Milet, fundadora e coordenadora geral do CRIA, orientou a montagem dos espetáculos com a participação dos arte-educadores do CRIA Eugênio Lima, Andréia Franco e Rose Silva. Todo o trabalho de construção de textos e criações cênicas foi feito em diálogo com cada diretor nos municípios participantes.

Na mídia: CRIA é destaque em matéria do Jornal A Tarde sobre direito a cultura

Confira a matéria na íntegra!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Teatro do CRIA vai à Tribo

O CRIA apresenta o espetáculo Quem descobriu o amor? para o Fórum Gestor da Aldeia Pataxó de Coroa Vermelha e para representantes de organizações parceiras do Projeto Território de Proteção da Criança e do Adolescente, realizado pelo Instituo Tribos Jovens, ambos localizados em Porto Seguro (Bahia). As apresentações acontecem, nos dias 7 e 8 de julho, no Centro Cultural da Escola Indígena e devem contar com uma platéia de cerca de 300 pessoas, entre alunos, professores, familiares e representantes das organizações parceiras do projeto. A iniciativa tem apoio do UNICEF e da Veracel.

As apresentações marcam o início da parceria do CRIA com esse grupo que atua na região. Uma proposta de formação em saúde e direitos sexuais e reprodutivos para os jovens da Aldeia será apresentada por Irene Piñeiro e Cássia Lima, representantes da Área de Saúde do CRIA. O crescimento na incidência de problemas típicos do contexto urbano na vida de adolescentes e jovens da tribo, como uso e abuso de drogas, trabalho infantil, DSTs/AIDS e violência sexual, é o principal motivo da formação proposta.

Quem descobriu o amor? é apresentado pela Tribo do Teatro, um dos sete grupos artísticos do CRIA. O espetáculo aborda o universo de descobertas da adolescência e da formação do povo brasileiro – em busca do primeiro amor, da primeira transa, de uma relação aberta com os pais, com seu próprio corpo e suas raízes culturais, o grupo convoca a todos a estarem atentos à saúde e aos direitos do jovem. Os meninos e meninas terão a oportunidade de apresentar para povos indígenas, cuja cultura, lendas e símbolos estão presentes nas cenas que criaram.